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Saiba como menina de 12 anos terminou com sanguessuga presa à garganta depois de passeio e piquenique em riacho

Adolescente bebeu água não tratada de riacho e precisou de atendimento médico para remover sanguessuga de 8 cm.

Fonte: O GLOBO · 24 de setembro de 2026 06:11 · 3 min de leitura

Um passeio em família seguido de um piquenique perto de um riacho culminou em uma ida à emergência para uma menina de 12 anos, no Afeganistão. O caso chamou a atenção da comunidade científica e foi publicado na revista científica Clinical Case Reports por médicos da Universidade de Herat e da Universidade Jami. A adolescente havia bebido água não tratada diretamente do riacho e acabou com uma sanguessuga de 8 centímetros presa à garganta.

O episódio ocorreu em Herat. Nos dias seguintes ao passeio, a menina começou a sentir uma leve irritação na garganta. Os sintomas, porém, se agravaram ao longo de uma semana. Ela passou a apresentar dificuldade para engolir, sangramentos nasais frequentes e tosse.

Ao ser levada ao hospital, os médicos identificaram uma sanguessuga escura e viva presa à garganta. Durante o atendimento, a família relatou que a menina havia bebido água diretamente do riacho enquanto estava deitada de bruços, com a boca na superfície da água.

Sanguessuga foi retirada com pinça

O animal foi removido pelos médicos com o auxílio de uma pinça. Um exame realizado posteriormente mostrou que não havia fragmentos da sanguessuga no local nem sangramento ativo onde ela estava presa.

A adolescente, no entanto, apresentou uma leve anemia e precisou receber tratamento com ferro.

Os autores do relato chamaram atenção para os riscos da presença desses animais nas vias aéreas, especialmente em crianças.

— As crianças são particularmente vulneráveis porque são mais propensas a ingerir água contaminada e porque o menor diâmetro das vias aéreas aumenta o risco de obstrução e perda sanguínea clinicamente significativa — escreveram os médicos.

Segundo o estudo, a saliva da sanguessuga contém substâncias com propriedades anticoagulantes e dilatadoras dos vasos sanguíneos. Entre elas está a hirudina, que pode prolongar o sangramento mesmo quando o animal está preso a uma pequena área do corpo.

Os médicos alertaram que a ação anticoagulante, associada à possibilidade de a sanguessuga se deslocar ou se estender em direção às vias aéreas, pode provocar sangramento persistente e levar a uma anemia clinicamente importante.

Outros casos já foram registrados

Casos semelhantes já foram descritos na literatura médica. No ano passado, uma sanguessuga de 11 centímetros foi retirada da orofaringe — região intermediária da garganta localizada logo atrás da boca — de uma menina de 5 anos. O animal havia provocado uma anemia grave, que chegou a causar insuficiência cardíaca. A criança precisou passar por transfusões de sangue, além da remoção da sanguessuga.

Outro relato descreveu a retirada de um animal da mesma espécie, com 2,5 centímetros, da garganta de um bebê de 6 meses na Etiópia.

Também há o caso de uma menina de 7 anos que inicialmente recebeu tratamento para faringite bacteriana. Posteriormente, os médicos encontraram uma sanguessuga de 3 centímetros em sua garganta. O animal havia sido ingerido junto com água de uma nascente.

Fonte: O GLOBO — ler a matéria completa no site de origem.

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