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Rússia ameaça Reino Unido em escalada de tensão geopolítica

Moscou adverte França e Reino Unido sobre 'consequências imprevisíveis' do envio de mísseis à Ucrânia.

Fonte: CNN Brasil · 28 de agosto de 2026 06:16 · 3 min de leitura

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta quinta-feira (27) que França e Reino Unido estão “brincando com fogo” ao fornecer tecnologia de mísseis à Ucrânia. Segundo Zakharova, a medida pode ter consequências imprevisíveis para Paris e Londres. O analista de Internacional de CNN Lourival Sant’Anna comentou o tema ao CNN Prime Time.

Lourival avaliou o peso das declarações feitas pela porta-voz do Kremlin e considerou que as consequências de um eventual ataque russo ao Reino Unido seriam, acima de tudo, catastróficas para a própria Rússia.

O peso das ameaças russas

Os mísseis de cruzeiro de longo alcance Storm Shadow, que estão no centro da controvérsia, são fabricados em parceria entre o Reino Unido e a França — as duas únicas potências nucleares europeias da OTAN.

Lourival Sant’Anna destacou que, mesmo num cenário hipotético em que os Estados Unidos não se engajassem na defesa britânica, uma série de outros países europeus certamente o fariam.

“Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Suécia, Noruega, Finlândia, Espanha, Portugal, Holanda, Polônia e os países bálticos que fazem fronteira com a Rússia, todos esses países se engajariam numa guerra contra a Rússia”, afirmou o analista.

Sant’Anna reconheceu que a Rússia possui capacidade de atingir alvos britânicos, tanto dentro quanto fora do território do Reino Unido, com armas convencionais e nucleares.

No entanto, ele ressaltou que “provocar uma guerra contra o Reino Unido nesse contexto seria mortal para a Rússia”. O uso de armas nucleares, segundo o analista, ativaria inclusive os Estados Unidos e seria algo que a China tentaria dissuadir a todo custo.

Estratégia de intimidação informacional

De acordo com Sant’Anna, a Rússia vem trabalhando há anos o ambiente informacional para amedrontar a população europeia com o espectro de uma guerra, especialmente de uma guerra nuclear.

“Ela vem trabalhando o ambiente informacional para amedrontar a população europeia, já que se trata de democracias, do medo de uma guerra e principalmente de uma guerra nuclear”, explicou o analista.

Esse cenário tem gerado uma corrida por kits de sobrevivência em países europeus, e Sant’Anna reconheceu que “a Europa está muito alarmada com isso e com razão”.

Ainda assim, o analista avaliou como “muito improvável” que a Rússia dê de fato esse passo. Segundo ele, Moscou teria outras opções menos escalatórias à disposição, como ataques cibernéticos ou ações pontuais contra alvos britânicos fora do território do Reino Unido.

Mesmo essas alternativas, porém, foram classificadas por Sant’Anna como “bastante arriscadas”.

Fonte: CNN Brasil — ler a matéria completa no site de origem.

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