Força Aérea dos EUA estuda retomar compra de caças F-16 após duas décadas
Aquisição de novos caças F-16 é considerada para substituir frota com média de 34 anos e evitar redução da capacidade operacional.
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) avalia a compra de F-16 novos para recompor sua frota de caças. A possibilidade está sendo examinada durante a preparação da proposta orçamentária para o ano fiscal de 2028 e do plano de gastos dos cinco anos seguintes, segundo pessoas familiarizadas com as discussões ouvidas pela Air & Space Forces Magazine. Se aprovada, seria a primeira aquisição de F-16 novos pela USAF em mais de 20 anos.
Frota envelhecida
A USAF possui 826 F-16 em seu inventário, dos quais 484 pertencem à força ativa. De acordo com a reportagem, os aviões têm, em média, 34 anos, e os exemplares mais novos estão em serviço desde 2005. A existência de uma linha de produção do caça em Greenville, na Carolina do Sul, é um dos fatores considerados na hipótese de uma nova compra.
A Lockheed Martin apresentou à USAF a ideia de uma versão aprimorada do F-16 Block 70, chamada F-16G nas discussões sobre a proposta, informou a Aviation Week. Segundo fontes ouvidas pela publicação, a configuração em estudo incluiria tanques conformais de combustível, sensores infravermelhos de busca e acompanhamento de alvos e equipamentos de designação de alvos. Essas características ainda não constituem uma especificação aprovada pela Força Aérea.
Decisão ainda em aberto
Procurada pela Air & Space Forces Magazine, a USAF afirmou estar na fase inicial de análise das opções para seu próximo plano de investimentos. A força disse que ainda não definiu os requisitos precisos da missão nem quais aeronaves poderiam atendê-los. A Lockheed Martin declarou estar pronta para apoiar as necessidades da USAF, mas encaminhou à própria Força Aérea as perguntas sobre uma possível aquisição.
A discussão mostra que, além de modernizar os caças existentes, a USAF considera incorporar aviões novos para evitar que a retirada dos F-16 mais antigos reduza o número de aeronaves disponíveis.
Fonte: Poder Aéreo — ler a matéria completa no site de origem.


