Arca de Noé encontrada? Projeto investiga possível embarcação na Turquia
Formação Durupınar tem 157 metros e formato semelhante ao de um barco; pesquisa usa georadar, tomografia e LiDAR para analisar a estrutura
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Uma pesquisa arqueológica na Turquia busca esclarecer a origem de uma estrutura geológica que, por seu formato semelhante ao de um barco, é associada por alguns pesquisadores à Arca de Noé.
Com 157 metros de comprimento, a Formação Durupınar já teve estruturas subterrâneas incomuns identificadas em levantamentos geofísicos, mas não há comprovação de que o local abrigue a embarcação descrita na Bíblia.
Localizada no distrito de Doğubayazıt, perto do Monte Ararat, no leste da Turquia, a formação foi identificada originalmente em 1959, a partir de fotografias aéreas feitas pelo capitão İlhan Durupınar.
Desde então, suas características e localização alimentam o interesse de pesquisadores e de pessoas que buscam possíveis evidências da narrativa bíblica sobre o Dilúvio.
A pesquisa
O estudo é conduzido por cientistas turcos, em colaboração com pesquisadores internacionais e o projeto Noah’s Ark Scans, dedicado à investigação da Formação Durupınar.
Entre as tecnologias utilizadas estão o georradar (GPR), a tomografia de resistividade elétrica (ERT) e o LiDAR. Os métodos permitem analisar o terreno e o subsolo sem a necessidade de iniciar imediatamente escavações arqueológicas.
Em 2021, a pesquisa avançou com uma iniciativa científica do governo turco. Atualmente, a equipe reúne dados para orientar as próximas etapas da investigação.
O que já foi encontrado?
Segundo o projeto Noah’s Ark Scans, os levantamentos identificaram estruturas incomuns no subsolo, como corredores e espaços semelhantes a salas.
Análises laboratoriais de amostras de solo coletadas em 2024 indicaram uma concentração de matéria orgânica quase três vezes maior no interior da formação em comparação com a área externa.
A investigação também considera grandes blocos de pedra perfurados encontrados no povoado de Arzap. Alguns pesquisadores levantam a hipótese de que os objetos tenham sido utilizados como âncoras de arrasto, conhecidas como drogue stones, em embarcações antigas. A função dos blocos, porém, ainda não foi confirmada.
Quais os próximos passos?
Os trabalhos incluem levantamentos geofísicos e perfurações para aprofundar a investigação do subsolo. Eventuais escavações arqueológicas serão consideradas após a conclusão dessas etapas e dependem das autorizações necessárias.
Fonte: GZH — ler a matéria completa no site de origem.


