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Em expansão, Coamo mira R$ 30 bilhões em faturamento

Cooperativa paranaense incorpora 15 unidades e projeta receber 10,5 milhões de toneladas de grãos na safra atual.

Fonte: Estadão · 31 de agosto de 2026 06:04 · 3 min de leitura

A Coamo, maior cooperativa agrícola do Brasil, prevê fechar 2026 com faturamento superior a R$ 30 bilhões, ante R$ 28,7 bilhões em 2025. O avanço ocorre em paralelo a um movimento de expansão que incorporou 15 unidades neste ano só no Paraná, entre compras e arrendamentos. A cooperativa tem também unidades em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Airton Galinari, presidente executivo da Coamo, diz à coluna que a estratégia é aumentar o volume de grãos recebido para abastecer a estrutura industrial e logística da cooperativa, que vem sendo ampliada nos últimos anos. A incorporação das unidades adiciona cerca de 600 mil toneladas de capacidade de armazenagem e trouxe aproximadamente 600 novos cooperados.

A expansão da Coamo entra em fase de consolidação, diz Galinari. “Dizer que não tem algo mais no radar, tem. Mas temos que consolidar isso que já foi feito”, afirma. As novas estruturas – parte delas ligada à Belagrícola, distribuidora de insumos em recuperação extrajudicial – já estavam em operação antes da compra.

Mais do que o esperado

A Coamo deve fechar a safra 2025/26 com 10,5 milhões de toneladas de grãos recebidos, acima dos 10 milhões de toneladas projetadas no início do ano, sendo 5,7 milhões de toneladas só de soja. O milho deve somar cerca de 4,5 milhões de toneladas. “Foi uma safra boa de verão, das mais regulares”, diz Galinari. Para 2026/27, a expectativa é superar 6 milhões de t de soja.

Depois do previsto

A conclusão da usina de etanol de milho da Coamo, em Campo Mourão (PR), foi adiada do segundo semestre de 2026 para março de 2027, com início de operação previsto para abril. O investimento subiu de R$ 1,67 bilhão para cerca de R$ 1,9 bilhão. Segundo Galinari, a revisão reflete atualização de preços e ajustes no projeto, inclusive estruturas preparadas para uma futura duplicação. A planta deve processar 1,7 mil toneladas de milho por dia, cerca de 15% do volume recebido pela cooperativa.

Ajuda da tecnologia

A Farmtech, fintech de crédito, projeta faturar R$ 300 milhões em 2026, ante R$ 120 milhões em 2025. O avanço virá de novos produtos, parcerias e serviços de tecnologia para indústrias e revendas de insumos, diz Rafael Pilla, o CEO. Ele cita uma ferramenta que permite ao produtor contratar crédito pré-aprovado para compra de insumos pelo WhatsApp. Após nove meses de testes, a empresa espera desembolsar por meio da solução até R$ 700 milhões na safra 2026/27 e triplicar ou quadruplicar o volume no ciclo seguinte.

Demanda e oferta

O consumidor deve começar a pagar mais caro pela carne bovina. “O mercado interno está aquecido, ao mesmo tempo que a produção recuou devido à menor exportação”, explica Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Já no último trimestre de 2026, período de maior consumo de carnes em meio às festas de fim de ano, um eventual alívio no preço da carne vai depender de um aumento da produção doméstica.

Fonte: Estadão — ler a matéria completa no site de origem.

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