Ex-sogro nega morte de jovem em barbearia na Grande Curitiba
Polícia apreendeu quatro aparelhos celulares e investiga se o crime tem relação com o falecimento da ex-namorada da vítima.
O ex-sogro de Miguel Portes, jovem de Itaperuçu morto a tiros dentro de uma barbearia na Região Metropolitana de Curitiba, compareceu à delegacia acompanhado de sua defesa e negou qualquer envolvimento no assassinato. Embora seja tratado como suspeito pelas autoridades policiais, ainda não há confirmação formal de sua participação no homicídio que chocou a comunidade local na Vila Jose Camargo.
Apreensão de dispositivos e investigações em curso
Durante as diligências, a Polícia Civil do Paraná cumpriu mandados de busca e apreensão direcionados ao ex-sogro. Na ocasião, quatro aparelhos telefones pertencentes ao homem e à sua esposa foram recolhidos para análise pericial detalhada a fim de buscar vestígios que esclareçam o caso.
“Foram apreendidos quatro celulares, será representada pela extração de dados desses celulares e posteriormente será arremetido à perícia”, explicou o delegado Sillas Belém.
Possível motivação e histórico da vítima
Os investigadores analisam se o crime tem ligação com o falecimento da ex-namorada de Miguel, ocorrido cerca de um mês antes do atentado. Familiares da jovem chegaram a culpá-lo pelo falecimento dela em publicações nas redes sociais, o que introduziu uma nova linha de apuração para a polícia.
O padrasto da adolescente declarou publicamente em vídeo:
“O lixo, que foi culpado pela morte da minha filha. Acolhi ele, e olha o que ele fez com minha filha”.
Apesar disso, a corporação reforça que a motivação ainda não está comprovada. Paralelamente, especulações sobre um suposto envolvimento da vítima com o tráfico de entorpecentes foram totalmente descartadas pelas autoridades após averiguações.
“O Miguel não tem antecedentes envolvido com o tráfico de drogas, isso foi investigado”, afirmou o delegado Sillas Belém.
Defesa e dor da família
Em sua manifestação oficial, a defesa do investigado sustentou a inocência do cliente e atribuiu as desavenças apenas ao fato de Miguel ter faltado ao velório da ex-parceira.
“O que houve é meu cliente, completamente inocente, carregado por uma tragédia familiar, no qual a única tristeza dele foi que o Miguel, como namorado, não comparecedor no velório. Quem não deve, não teme. Ele não fez o homicídio, ele não tem nada a ver com isso. Procuramos que a polícia chegue ao verdadeiro culpado”, declarou a advogada.
Enquanto as autoridades buscam elucidar o crime ocorrido nas proximidades do Colégio Estadual José Pioli, os entes queridos choram a partida de Miguel, descrito por conhecidos como um rapaz amável e pacífico.
“Era um piá muito educado, querido, do povo. Eu não sei o porquê fizeram isso com ele”, disse o pai da vítima.
A irmã do jovem também destacou o impacto da perda irreparável para o convívio familiar:
“Meu irmãozinho, um cara muito alegre. Era uma pessoa muito amada, fazia a alegria na nossa casa. Levaram a nossa alegria”, afirmou.
Fonte: agoralitoral.com.br — ler a matéria completa no site de origem.

