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Campina do Siqueira e Centro Cívico lideram valorização imobiliária em Curitiba

Levantamento da Loft mostra valorização imobiliária disseminada na capital paranaense, com apenas um bairro em queda e altas superiores a 40% nos líderes.

Fonte: Bem Paraná · 30 de julho de 2026 06:04 · 3 min de leitura

Os bairros de Curitiba apresentaram valorização imobiliária disseminada nos preços pedidos de venda de imóveis residenciais no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são de um levantamento da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias.

Foram analisados mais de 38 mil anúncios publicados nas principais plataformas digitais da cidade. O estudo identificou altas acima de 30% nos bairros líderes — com destaque para a Cidade Industrial, que combinou grande volume com valorização expressiva. Foram considerados bairros com ao menos 50 anúncios ativos no período, resultando em 63 bairros analisados.

“Curitiba se destaca entre as capitais analisadas por apresentar uma valorização mais homogênea: praticamente todos os bairros registraram alta, sem quedas expressivas em nenhuma região. Isso reflete um mercado em equilíbrio, com demanda consistente em diferentes faixas de preço”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

Campina do Siqueira lidera com alta de 47%

Campina do Siqueira registrou a maior valorização com alta de 47,4%, chegando a tíquete médio de R$ 2,05 milhões. Centro Cívico (+44,7%) e Capão da Imbuia (+40,2%) completam o pódio. Cidade Industrial (+37,0%) chama atenção por reunir os dois atributos mais relevantes de um mercado saudável: alto volume — 1.619 anúncios, o maior entre os 10 mais valorizados — e valorização expressiva. Mercês (+31,2%, 682 anúncios) e Rebouças (+30,3%, 452 anúncios) combinam resultado sólido com oferta representativa.

Menor valorização não supera queda de 4%

Hugo Lange (-3,6%) é o único bairro com variação imobiliária negativa. Os demais 10 bairros com menor valorização registraram altas entre 0,5% e 10,7%, o que reflete um mercado sem bolsões de queda expressiva. Abranches (+0,5%), Atuba (+3,7%) e Tarumã (+4,4%) avançaram pouco, mas estabilizaram em patamares superiores a 2025.

“O perfil de Curitiba é o de um mercado maduro e equilibrado, sem os extremos observados em outras capitais. A ausência de quedas expressivas sugere que a demanda está sustentada em toda a cidade, sem regiões que tenham ficado para trás no ciclo atual de valorização”, afirma Takahashi.

Água Verde lidera volume; Batel e Bigorrilho combinam alta oferta e valorização acima de 20%

Água Verde lidera o volume de anúncios com 2.968, seguido por Centro (2.485) e Bigorrilho (1.768). Batel (+19,6%, R$ 2,8 milhões) e Bigorrilho (+20,1%, R$ 2,1 milhões) registraram valorizações imobiliárias acima de 20% com tíquetes de alto padrão. Boa Vista (+20,9%) e Cristo Rei (+16,3%) combinam volumes acima de 900 anúncios com altas expressivas em faixas mais acessíveis.

Metodologia

O levantamento considera anúncios residenciais de venda publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais, tratados pela Loft para remoção de duplicidades e inconsistências. Foram comparados os anúncios ativos entre janeiro e junho de 2025 e de 2026. Para a análise por bairro, foram considerados apenas bairros com, ao menos, 50 anúncios ativos no semestre de 2026. O tíquete médio de cada bairro foi calculado como média ponderada pelo volume de anúncios em cada mês do período. Bairros onde a variação no tamanho médio dos imóveis anunciados superou 30% entre os dois períodos foram excluídos da análise, pois essa variação indica mudança na composição da oferta — e não necessariamente movimento de preços.

Fonte: Bem Paranáler a matéria completa no site de origem.

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