Paraná vai unificar dados sobre desastres naturais com estados do Sul
Iniciativa busca criar metodologia comum para diagnóstico regional e melhorar prevenção
O grupo definiu uma metodologia única para coleta e análise de informações, além de um cronograma para que os estados realizem levantamentos semelhantes em seus territórios. A expectativa é que o diagnóstico regional seja concluído em um prazo de seis a dez semanas, consolidando uma base de dados comum para subsidiar futuras estratégias integradas.
ATUAÇÃO COORDENADA
Os trabalhos seguem as diretrizes da Portaria Interministerial MIDR/MJSP nº 4/2025, que instituiu o Protocolo de Atuação Integrada em Situações de Desastre. A norma estabelece procedimentos conjuntos para atuação coordenada dos órgãos envolvidos em ações de socorro, resgate e assistência humanitária, além de definir parâmetros para mobilização de recursos e integração entre as instituições.
De acordo com um dos integrantes do grupo, o tenente-coronel do CBMPR Ícaro Gabriel Greinert, a prioridade neste momento é compreender a realidade dos estados participantes antes da definição de protocolos operacionais conjuntos. “O primeiro passo é conhecer com precisão quais desastres ocorrem em cada região, em que períodos eles acontecem com maior frequência e quais impactos provocam. A partir desse diagnóstico será possível planejar ações de prevenção, preparação e resposta mais adequadas, além de fortalecer o apoio mútuo entre os estados em situações de crise”, explicou.
PARANÁ COMO REFERÊNCIA
Como referência para a construção da metodologia, o grupo apresentou um levantamento elaborado a partir dos dados do Sistema da Defesa Civil do Paraná, que analisou dez anos de ocorrências relacionadas a desastres no Estado.
Os números apontam um padrão sazonal bem definido. Entre setembro e novembro foram registradas 2.315 ocorrências, o equivalente a 42,1% dos eventos analisados, com predominância de vendavais e episódios de granizo. O período entre janeiro e março concentrou 1.530 ocorrências, ou 27,8% do total, marcado principalmente por enxurradas e alagamentos associados a chuvas intensas. Outubro apareceu como o mês com maior número de registros em toda a série histórica, com 1.197 ocorrências.
Segundo os participantes do grupo, a identificação desses padrões permite direcionar ações preventivas antes dos períodos de maior risco, contribuindo para reduzir impactos à população e aumentar a eficiência da resposta dos órgãos públicos.
A próxima etapa do trabalho prevê a aplicação da metodologia pelos demais estados participantes do SulMaSSP. Após a consolidação do diagnóstico regional, o grupo deve avançar para a elaboração de propostas voltadas à prevenção, preparação, resposta e reconstrução em situações de desastre, fortalecendo a integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção e defesa civil.
Fonte: Bem Paraná — ler a matéria completa no site de origem.


