O que se sabe sobre o desaparecimento de criança de 5 anos na Grande Curitiba
João Gabriel, que tem autismo não verbal, sumiu de chácara em Araucária e mobilizou mais de 100 pessoas nas buscas.
Uma criança de apenas cinco anos de idade está desaparecida desde o último domingo na Grande Curitiba. Trata-se de João Gabriel, um menino que tem autismo não verbal, ou seja, não usa a fala oral de forma funcional para se comunicar. Ele desapareceu durante a manhã do dia 26 de julho, após dizer para a mãe que iria ao banheiro, que fica na área externa da residência onde a família vive, numa chácara no Campo Redondo, em Araucária. Desde então, já se passaram mais de 24 horas de buscas, ainda sem qualquer sinal do garoto.
Quando João Gabriel sumiu?
Os bombeiros receberam a solicitação sobre o desaparecimento de João pelo telefone de emergência 193 às 12h16 de domingo (27 de julho), para atendimento na Rua Jacob Haiduk, no Campo Redondo. Antes de chamar os bombeiros, a família procurou o menino por cerca de duas horas.
O desaparecimento ocorreu por volta das 9 horas da manhã, quando a criança avisou a mãe que sairia de casa para ir ao banheiro, localizado na área externa da residência. Segundo ela, o menino já costumava fazer esse trajeto sozinho, mas dessa vez não retornou e depois disso não foi mais visto.
Onde o menino estava quando desapareceu?
João Gabriel desapareceu quando estava em casa, numa chácara em Araucária. Os pais dele trabalham há cerca de um ano e meio como caseiro na propriedade que tem como atividade a criação de porcos. Eles vieram de Londrina, no norte do Paraná. Inclusive, João Gabriel estava com uma camiseta do colégio onde estudava no interior quando desapareceu.
A operação de buscas pelo menino teve início logo após o seu desaparecimento ser informado. Inicialmente, concentrou-se num raio de aproximadamente 300 metros da residência. Depois, essa área foi sendo ampliada para aproximadamente um quilômetro. O trabalho, no entanto, é considerado complexo, porque a área onde a criança desapareceu é predominantemente agrícola, com vegetação densa, áreas de mata fechada e diversos tanques e açudes.
Nesta segunda-feira (27 de julho), inclusive, a equipe do Grupo de Operações e Socorro Tático (GOST) procurou por sinais do menino em nove tanques de água que existem na propriedade onde a família vivia. A criança, no entanto, não foi localizada após o uso de uma espécie de sonar, que mostra o fundo dos tanques. Com isso, a possibilidade de um afogamento começa a ser descartada.
Em paralelo, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) abriu um inquérito para apurar o caso. Os celulares dos pais de João Gabriel foram apreendidos e eles foram ouvidos separadamente pelas autoridades, após terem admitido que participaram de uma festa na noite de sábado, 25 de julho, onde ingeriram bebida alcoólica.
A operação de buscas pelo menino, que já dura mais de 24 horas, conta com a participação de mais de 100 pessoas, entre bombeiros militares, voluntários e equipes da Polícia Civil (TIGRE), Polícia Militar e Guarda Municipal. A operação emprega drones com câmera termal, mergulho técnico, dois binômios de busca com cães, a aeronave Arcanjo 01, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, e a aeronave Falcão 08, da Polícia Militar do Paraná, além de 10 viaturas.
Fonte: Bem Paraná — ler a matéria completa no site de origem.


