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Foragido por chacina em disputa neonazista na Grande Curitiba é preso na Itália

João Guilherme Correa foi condenado a mais de 35 anos pelo assassinato de um casal em 2009.

Fonte: Banda B · 28 de junho de 2026 06:32 · 3 min de leitura

João Guilherme Correa, foragido da Justiça desde março de 2025, foi preso na Itália neste sábado (27). Ele foi condenado por matar a tiros um casal, em 2009, pela disputa da liderança de um grupo neonazista na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A prisão aconteceu em Milão.

O criminoso foi condenado em março do ano passado a 35 anos, 2 meses e 15 dias. Além dele, Jairo Maciel Fischer e Ricardo Barollo foram condenados pelo assassinato do casal e presos à época do julgamento.

Correa seria membro proeminente da Hammerskin Nation, grupo neonazista fundado no fim da década de 1980, nos Estados Unidos. As informações são de que ele estaria em Milão desde o ano passado e foi localizado em uma fazenda na província de Pavia.

No momento da identificação, Correa apresentou um documento de identidade falso, não brasileiro. Deputados italianos comemoraram a prisão como uma “conquista importante na luta contra o neonazismo internacional e contra aqueles que alimentam o ódio, o racismo e a violência”.

A prisão foi noticiada pela imprensa local.

Relembre o assassinato de casal por disputa neonazista na Grande Curitiba

O casal Renata Waechter Ferreira, de 21 anos, e Bernardo Dayrell Pedroso, de 24, foram mortos em 21 de abril de 2009. Assassinados a tiros na BR-116, os dois participavam de uma festa que celebrava os 120 anos do nascimento de Adolf Hitler, em uma chácara no município de Campina Grande do Sul.

Participantes do crime convenceram o casal a ir para longe da festa. No carro deles estava um dos denunciados, enquanto outro os acompanhava em outro veículo. Eles pararam o carro no acostamento, em Quatro Barras, após insistência de um dos criminosos e foram mortos a tiros de pistolas.

Apontado como mandante do crime, o economista Ricardo Barollo teve pena fixada em 48 anos e 9 meses de prisão. As investigações apontaram que ele seria o líder do movimento nazista no Brasil e ordenou a morte do casal por disputa interna de liderança.

Bernardo, estudante de Direito, era visto como o “intelectual” do grupo, mas havia manifestado oposição a ataques contra homossexuais e travestis em Curitiba e tentava se desligar do grupo.

Um dos executores morreu no curso do processo. Ao longo dos quase 16 anos de tramitação da ação penal, alguns dos investigados chegaram a ser presos e tiverem marcado o julgamento, mas houve sucessivos adiamentos.

Ainda não há informações sobre a extradição de Correa para o Brasil.

Fonte: Banda Bler a matéria completa no site de origem.

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