Estudo aponta que metrô e VLT podem reduzir em 24% tempo de viagem na Grande Curitiba
Estudo do BNDES projeta ainda redução de 1.065 vítimas de trânsito por ano e investimentos de até R$ 22,7 bilhões.
A Região Metropolitana de Curitiba tem potencial para ampliar de 114 para 206 quilômetros a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com a implantação de VLT (veículo leve sobre trilhos), metrô e extensão e implantação de BRT (bus rapid transit). É o que aponta o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades, divulgado nesta quinta (9). O estudo prevê ainda a redução de 24% no tempo médio de deslocamento para o usuário, além de menos 1.065 vítimas por ano.
A expansão projetada para a capital paranaense está prevista por meio de sete projetos de implantação. A previsão de investimentos é de R$ 11,73 bilhões a R$ 22,74 bilhões e atendimento a 915,19 mil passageiros/dia.
O objetivo do estudo do BNDES e Ministério das Cidades é projetar o potencial de expansão de linhas de transporte coletivo de Curitiba.
Como é feito o mapeamento do transporte público coletivo
O EMNU é um mapeamento de projetos e a proposição de políticas para estabelecer as bases para a transformação do transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil. Todas as informações do estudo, além dos projetos por região metropolitana, estão consolidadas no portal Mobilidade Brasil.
“O ENMU reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
O relatório final do ENMU reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana, que correspondem a mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs. Cada projeto acompanha mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos que permitem sua priorização. O estudo mostra, por exemplo, o impacto de cada projeto na redução das emissões de poluentes e gases do efeito estufa (GEE) e em sinistros, além da previsão de embarques/dia e de investimento.
Juntos, os projetos poderão evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população, gerando benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões. Os impactos também se estendem à cadeia produtiva, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.
O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026 e tem como foco as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. A iniciativa considera projeções populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos, com o objetivo de apoiar o planejamento de sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis.
Para o Ministério das Cidades, o estudo representa uma ferramenta estratégica para fortalecer a política nacional de mobilidade urbana e apoiar estados e municípios na estruturação de projetos. A proposta é transformar o diagnóstico técnico em ações capazes de reduzir desigualdades, melhorar os deslocamentos diários da população e ampliar o acesso a emprego, educação, saúde e oportunidades.
Fonte: Bem Paraná — ler a matéria completa no site de origem.


