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Policial morre e agente fica ferida em ataque em favela do Rio de Janeiro

Confronto ocorreu durante ação de reconhecimento na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, e causou interdição da Avenida Brasil

Fonte: Extra online · 9 de julho de 2026 07:07 · 3 min de leitura

Avenida Brasil ficou fechada na altura da comunidade do Muquiço, em Guadalupe, onde a Polícia Civil mobilizou dezenas de agentes e helicópteros da Core em uma operação

Um dos policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) ferido durante confronto nesta quarta-feira, na Avenida Brasil, morreu no hospital. Ele e mais três colegas estavam em viatura descaracterizada realizando diligências na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte, quando foram, segundo a Polícia Civil, atacados por traficantes. Dois deles foram baleados e levados para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Na unidade, Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, ferido na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta tarde. O ataque provocou o fechamento da Avenida Brasil, e o Centro de Operações e Resiliência (COR), da Prefeitura do Rio, fez um alerta para que motoristas evitem a região.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) lamentou o falecimento do policial, que ingressou na instituição em dezembro de 2023 e, desde maio, estava lotado na DHBF. A pasta afirmou se solidarizar com parentes, amigos e colegas de trabalho de Carlos, que deixa esposa e dois filhos.

No início da tarde, a corporação divulgou outra nota, na qual chamou o ataque sofrido pelos policiais de ‘covarde’. Após o crime, uma operação de emergência foi feita na comunidade do Muquiço com a participação de dezenas de agentes, incluindo apoio de dois helicópteros da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Como aconteceu o confronto

Segundo a Polícia Civil, os quatro agentes faziam uma ação de reconhecimento próximo à entrada da comunidade dos Prédinhos, no Muquiço, quando foram atacados a tiros por traficantes. Eles entraram pela Rua da Jaqueira, mas, na altura de uma praça, tiveram de retornar devido a uma valeta aberta ique impedia a passagem de veículos.

Ao manobrarem o Nissan branco descaracterizado em que estavam e seguirem em direção à Avenida Brasil, foram surpreendidos por disparos pelas costas, feitos com pistolas e, provavelmente, um fuzil. Na tentativa de escapar da emboscada, o motorista cruzou a pista lateral da via e só parou ao bater no muro que separa a pista central, no sentido Centro. A perícia encontrou marcas de pelo menos quatro tiros na lateral e na traseira do veículo.

O delegado Carlos Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, afirmou que toda a corporação está mobilizada para localizar os responsáveis.

— Toda a polícia vai ficar empenhada nisso até capturar esses bandidos. Eles responderão criminalmente por isso — disse.

Impacto na região

Segundo o Centro de Operações e Resiliência (COR), às 13h, a Avenida Brasil ainda apresentava retenções nos dois sentidos na altura de Guadalupe. No sentido Centro, o trânsito era lento entre Padre Miguel e Guadalupe. Já no sentido Zona Oeste, os motoristas enfrentavam congestionamento entre Coelho Neto e Guadalupe.

Linhas de ônibus alteradas

Por causa do confronto na Avenida Brasil, 36 linhas de ônibus tiveram os itinerários alterados, informou o Rio Ônibus. São elas:

Fonte: Extra onlineler a matéria completa no site de origem.

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