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Datafolha: 47% dizem que crise no STF influenciará voto para presidente

Impacto é maior entre eleitores de Flávio Bolsonaro e não alinhados, aponta recorte do Datafolha

Fonte: Folha de S.Paulo · 19 de setembro de 2026 06:07 · 3 min de leitura

Para 47%, a crise envolvendo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e o escândalo do Banco Master exercerá alguma influência na definição do seu voto para presidente. É o que mostra novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado nesta sexta-feira (18).

Segundo o levantamento, 36% dos eleitores dizem que o conflito pelo qual passa o Supremo terá grande peso na escolha do candidato, enquanto 11% afirmam que terá importância, mas pequena. Outros 49% consideram que não terá impactto, e4% não sabem responder.

O Datafolha ouviu 2.001 eleitores brasileiros. A margem de erro é de2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de95%. O levantamento está registrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-04029/2026.

Contratada pela Folha e pela Globo, a pesquisa foi feita de terça (15) a quinta (17), integralmente sob o impactto da crise envolvendo a corte, que transbordou para a campanha eleitoral e passou a pautar o debate político no país.

Entre os eleitores do presidente Lula (PT), grupo para o qual a margem de erro é de3 pontos percentuais,26% dizem que a crise no STF terá grande influência no voto,12% afirma que a influência será pequena e58% negam peso no voto.

Já no segmento de quem declara voto em Flávio Bolsonaro (PL),45% citam grande influência, e9% pequena. Já43% consideram que não terá impactado. A margem de erro para esse recorte é de4 pontos.

No caso dos não alinhados nem ao petista nem ao bolsonarismo,43% dizem que a crise terá grande influência no voto, ante13% que afirmam pequena influência. Outros40% falam que não terá efeito na escolha do voto para presidente. Para essa classificação, a margem é de5 pontos.

Pesquisa eleitoral

Os resultados de uma pesquisa não são prognósticos, ou seja, não pretendem antecipar o que sairá das urnas. Eles formam um retrato da opinião dos entrevistados no momento em que os pesquisadores foram a campo.

Nas últimas semanas, os ministros se viram em uma guerra de ofícios, liminares e recados explícitos.

O estopim foi a divulgação de diálogos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, com o ministro Alexandre de Moraes.

Dois dias antes de ser preso, o empresário enviou uma mensagem questionando sobre a necessidade de sair do país: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

A conversa também mostrou que o magistrado editou um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

O relatório da Polícia Federal com as informações foi encaminhado por André Mendonça, relator do caso Master no STF, ao presidente da corte, Edson Fachin, para que o plenário decidisse sobre a abertura de uma investigação contra o ministro.

Moraes então pediu a abertura de um inquérito contra o colega de tribunal por abuso de autoridade.

Desde então, sobrevieram vazamentos sobre o elo de integrantes da corte com o universo de Vorcaro e acusações sobre contaminação eleitoral das investidas.

Na terça, o plenário se reuniu para analisar o relatório sobre a ligação de Moraes ao ex-banqueiro, mas a deliberação em si nem começou. Os ministros dedicaram todo o tempo à discussão de uma questão de ordem sobre o rito a ser seguido. No fim, Flávio Dino paralisou o debate com um pedido de vista (mais tempo para análise).

Fonte: Folha de S.Paulo — ler a matéria completa no site de origem.

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