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Chavistas protestam em Caracas contra acordo de petróleo com os EUA

Manifestantes também reivindicam melhores salários e questionam presença dos EUA na exploração das reservas venezuelanas.

Fonte: Brasil 247 · 18 de setembro de 2026 06:16 · 3 min de leitura

Dezenas de apoiadores do chavismo e funcionários públicos ocuparam ruas de Caracas nesta quinta-feira (17) para protestar contra o acordo relacionado à exploração do petróleo venezuelano e à participação dos Estados Unidos no setor. Manifestantes também reivindicaram melhores salários, de acordo com a agência EFE, citada pela teleSUR. Depois que forças estadunidenses fizeram o sequestro de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro deste ano, sob polêmicas alegações de narcotráfico, os governos dos presidentes Donald Trump (EUA) e Delcy Rodríguez (Venezuela) avançaram em uma proposta que alcança mais de 20% das reservas venezuelanas de petróleo e prevê vigência de 25 anos. O projeto abrange 17 campos e mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas.

Movimentos como Patria Para Todos (PPT), Partido Socialismo y Libertad (PSL), Partido Comunista de Venezuela (PCV) e outras organizações convocaram a mobilização contra o acordo. Os participantes se concentraram na Universidade Central da Venezuela e nos arredores da Plaza Venezuela, na região central da capital.

Além da pauta energética, trabalhadores utilizaram a manifestação para cobrar aumento de renda em um cenário no qual o salário-base mensal permanece em 130 bolívares, cerca de US$ 0,15 pela taxa oficial mencionada pela EFE.

Lideranças de movimentos populares na América Latina, a política intervencionista dos EUA em países da região aumentou no governo do presidente Donald Trump, que tomou posse em 20 de janeiro do ano passado.

Autoridades da Venezuela e dos EUA anunciaram o entendimento petrolífero no fim de agosto. A presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, informou que o projeto busca superar a produção de 1,5 milhão de barris por dia. Segundo Rodríguez, uma cotação de US$ 65 por barril poderia gerar US$ 209,335 bilhões para o país ao longo do período previsto no acordo. A expectativa de aumento da produção ocorre enquanto Caracas procura atrair novos investimentos para recuperar a capacidade de extração e processamento de petróleo.

A Casa Branca apresenta uma descrição distinta sobre a estrutura jurídica do negócio. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o contrato envolve uma empresa privada e não constitui um acordo direto com o governo interino venezuelano. A Casa Branca sustenta que a North American Blue Energy Partners, a NABEP, assumirá operações ligadas aos campos incluídos no negócio. A Casa Branca concedeu à NABEP direitos por um período de 100 anos para explorar petróleo no país. A EFE identifica a empresa como ligada ao empresário venezuelano Alejandro Betancourt.

Protestos associam petróleo e condições de trabalho

Os grupos que participaram da manifestação relacionaram o debate sobre as reservas naturais às condições de vida dos trabalhadores. Representantes sindicais defenderam o controle venezuelano sobre os recursos e questionaram a presença dos EUA na exploração do petróleo. Os integrantes das manifestações defenderam questões de soberania, controle dos recursos naturais e direitos salariais e trabalhistas.

Fonte: Brasil 247 — ler a matéria completa no site de origem.

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