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Cenário de vitória de Flávio Bolsonaro no STF seria reviravolta histórica

A primeira medida do senador do PL, se subir a rampa do Planalto, será abrir portas, riquezas e autonomia do Brasil para Donald Trump

Fonte: Estadão · 15 de setembro de 2026 06:09 · 5 min de leitura

STF decide se abre investigação contra Moraes; veja rito

Análise é baseada em relatório da PF que mostra diálogos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com o ministro. Crédito: Edição: Júlia Pereira

A sessão do Supremo nesta terça-feira, 15, sobre abrir ou não investigação contra Alexandre de Moraes, ocorre quando Flávio Bolsonaro, apesar do empate técnico, passa a frente numericamente do presidente Lula e assume a dianteira na eleição presidencial. Logo, o dia 14 de setembro de 2026 pode se transformar no marco de uma reviravolta histórica no País.

Somadas as duas hipóteses, de vitória de Flávio e de derrota da justiça na decisão do Supremo, o Brasil pode dar uma cambalhota em 2027, anulando o movimento pró-democracia, liderado pelo STF, e o pró-soberania, capitaneado por Lula, para cair numa incógnita.

Como seria, ou será, um governo do filho 01 de Jair Bolsonaro, classificado como o “mais moderado da família” pelos aliados e “o pior dos Bolsonaro” pela campanha de Lula? Como, a exemplo dos demais candidatos, Flávio não discutiu programas e não se comprometeu com quase nada, é válido trabalhar com suposições.

Pelo pai, madrastas, irmãos e histórico político, pode-se imaginar que Flávio vá dobrar a aposta contra os avanços de costumes, ampliar a desenvoltura do Congresso no manejo das emendas, partir para cima do Supremo e conceder indulto, não apenas para o próprio pai, mas para os generais, financiadores e paus-mandados da trama golpista.

Até outro dia, o Supremo estava em alta, comemorado como o salvador da Pátria, e os golpistas estavam em baixa, atrás das grades ou fugitivos no exterior. A partir de agora, tudo isso pode se inverter. Vai depender de Flávio, sim, mas também do próprio Supremo.

A questão em pauta hoje não é se Moraes encarna a candidatura de Lula, e André Mendonça, a de Flávio, mas se a decisão final – caso não seja impedida, ou sabotada, por um pedido de vista – será a favor do STF e do estado democrático de direito, ou corporativista e em causa própria. Quantos no plenário se perguntam: “E se eu estiver no lugar do Xandão amanhã?” Assim, o efeito na eleição vai se aprofundar.

Já era esperado, mas o fato de Flávio crescer no primeiro turno e ultrapassar Lula numericamente no segundo é muito mais importante do que o dado em si, ou do que dois pontos percentuais a mais. O mais relevante é que o cruzamento das curvas de Lula e Flávio ocorre a apenas três semanas da eleição, ou, precisamente, 20 dias.

Eleição é “onda” e Flávio entra na reta final como “novidade”, embalado pelos ventos a favor e com mais chances de atrair eleitores independentes, indecisos, que não aguentam mais tantas notícias ruins e tantos envolvidos em caso Master, caso INSS… Se são todos iguais, vai-se na onda.

Como já dito aqui, não é Flávio quem avança, é Lula quem anda de ré, sem discurso, com baixa aprovação e falta de encanto, deixando o terreno livre para o adversário deslizar em redutos eleitorais de vida ou morte: Sudeste, mulheres, católicos, baixa renda… E isso tende a ter consequências não só na eleição, mas no futuro do País.

Aliás, a primeira medida de Flávio, se subir a rampa, será abrir portas, riquezas e autonomia do Brasil para Donald Trump. As bandeiras dos EUA e de Israel nos seus comícios não deixam dúvidas.

Também é comentarista da Rádio Jornal (PE)

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Fonte: Estadão — ler a matéria completa no site de origem.

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