Paraná registra granizo e tornados; chuva forte continua nesta sexta
O Paraná registrou chuva forte em praticamente todas as regiões desde a tarde de quarta-feira (9). As chuvas fortes provocaram a formação de pelo menos dois tornados, muito granizo nas…
O Paraná registrou chuva forte em praticamente todas as regiões desde a tarde de quarta-feira (9). As chuvas fortes provocaram a formação de pelo menos dois tornados, muito granizo nas diversas regiões, cheias de rios e deslizamentos. Em um dos deslizamentos, em Ponta Grossa, três pessoas da mesma família morreram soterradas pela lama. Nesta sexta-feira (11), a chuva pode até vir mais forte.
A chuvarada já era prevista pelos institutos meteorológicos. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou a ocorrência de dois tornados no Paraná entre o final da tarde de quarta-feira e a madrugada da quinta-feira (10). Os fenômenos ocorreram nos municípios de Francisco Alves, no Noroeste do Estado, e Espigão Alto do Iguaçu, na região Centro-Sul.
O primeiro tornado ocorreu por volta das 17 horas de quarta-feira, em uma área pequena e localizada do município de Francisco Alves. O fenômeno teve curta duração. A ocorrência ainda não foi classificada quanto à intensidade.
A tempestade que deu origem ao tornado foi uma supercélula, fenômeno meteorológico que pode produzir fenômenos severos, como tornados, granizo e rajadas de vento intensas.
No caso de Francisco Alves, a supercélula também provocou forte precipitação de granizo, que ocasionou vários danos em outras áreas do município.
O segundo tornado ocorreu por volta da 0h40 de quinta-feira, no município de Espigão Alto do Iguaçu. A ocorrência foi confirmada pelo Simepar e estava em andamento a análise dos danos provocados pelo fenômeno. A intensidade do tornado será definida após o levantamento e a avaliação dos danos.
Os eventos climáticos severos deixaram lavouras destruídas, danificaram estruturas no campo e na cidade, afetando centenas de pessoas.
Já na tarde de quinta-feira, a região Sudoeste foi atingida por uma chuva de granizo muito forte, com pedras que chegaram ao tamanho da palma da mão. Cidades como Verê, Enéas Marques e Dois Vizinhos registraram o fenômeno com forte intensidade.
A chuva atravessou o Estado desde a quarta e se espalhou pelos demais setores. Na Grande Curitiba também houve registro de estragos.
Para esta sexta-feira (11), a formação de um ciclone extratropical sobre o litoral, na altura do Rio Grande do Sul, e o avanço da frente fria pelo Sul do país contribuem para um ambiente altamente favorável à formação de tempestades severas no Paraná. Além do elevado potencial para tempo severo, são esperados acumulados expressivos de chuva.
Além de chuva intensa e dos raios, as rajadas de vento ganham força e podem superar os 100 km/h em várias regiões do estado. Ao longo do dia, 181 municípios do Paraná estarão sob alerta vermelho para chuvas. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Oeste, Sudoeste, Campos Gerais e Centro-Sul do Paraná, o risco é muito alto para chuva forte em curto espaço de tempo, rajadas de vento pontualmente severas, descargas elétricas atmosféricas e granizo. Nas outras regiões, o risco é alto.
Em Curitiba, houve alagamentos diversos e queda de árvores
Curitiba também registrou chuva intensa desde o começo da noite de quarta-feira. Em 24 horas, o maior volume acumulado foi registrado nas estações Bairro Novo do Caximba (91,5 mm), Barigui-Santo Inácio (66,3 mm), Matriz (62,6 mm), Tatuquara (59,4 mm), Córrego Bigorrilho (59,2 mm) e CIC (58,6 mm).
Também foi detectada uma rajada de vento de 49 km/h na estação Boqueirão.
Dois casos de alagamentos foram registrados pela Defesa Civil de Curitiba nos bairros Cristo Rei e Campo de Santana. Houve fornecimento de lona em cinco locais. As equipes da Setran encontram-se mobilizadas e realizando atendimento nos semáforos desligados e ruas bloqueadas por quedas de árvores.
Desde o início da manhã de quinta-feira, as equipes de emergência da Arborização Pública, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, estavam nas ruas da cidade para fazer a limpeza de galhos e de árvores que caíram em razão das fortes chuvas.
Até as 14 horas, 20 ocorrências de quedas haviam sido atendidas pelas equipes de emergência. Entre elas, a árvore de grande porte que caiu na saída dos ônibus de viagem da Rodoferroviária de Curitiba, na Avenida Presidente Affonso Camargo, no Jardim Botânico.
A Fundação de Ação Social (FAS) participou do atendimento emergencial a uma família que teve a casa interditada após vistoria técnica da Coordenadoria de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), no bairro Xaxim.
O coordenador da Defesa Civil de Curitiba, Marcelo Santos, destacou que a cidade já vinha se preparando para os extremos climáticos e que há preparo para atender às emergências.
Caso presencie alguma emergência ou necessite de auxílio, contate a Defesa Civil pelo telefone 199, a Guarda Municipal pelo 153 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Chuva pode ter matado mãe, filho e padastro soterrados em deslizamento
As fortes chuvas podem ter causado a morte de um casal e uma criança soterrados em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. A tragédia aconteceu na madrugada de quinta-feira.
Conforme as informações do Corpo de Bombeiros, os corpos de mãe, filho e padrasto foram encontrados na mesma cama, dentro de um quarto. Eles foram atingidos por terra, lama e escombros da residência.
A região da casa da família foi interditada porque, de acordo com bombeiros, ainda havia riscos de mais deslizamentos no local.
Ponta Grossa, segundo o Simepar, recebeu 52,8 mm de chuva de quarta-feira até as 11h30 de quinta-feira.
Danos das tempestades atingem todas as regiões do Paraná
As tempestades que atingiram o Paraná entre quarta-feira e quinta-feira provocaram estragos nos municípios. Em Terra Roxa, no Oeste do Paraná, os ventos danificaram residências, postes de energia, além de barracões. Houve registros de árvores caídas e galhos espalhados, afetando a circulação e a rede elétrica.
Em Foz do Iguaçu, também no Oeste, árvores caíram durante a tempestade, algumas atingindo redes elétricas. Também houve granizo. No entanto, de acordo com a Defesa Civil, não houve registro de pessoas desabrigadas, desalojadas ou feridas.
Os temporais também deixaram cerca de 30 mil imóveis sem energia. Até o fim da tarde de quinta, do total de desligamentos, 12 mil unidades consumidoras estavam na região Oeste; 6,5 mil na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral; 6,4 mil no Noroeste; 2,4 mil no Centro-Sul; 2,1 mil no Sudoeste; e 350 no Norte.
Em Rio Branco do Sul e Almirante Tamandaré, na Grande Curitiba, também foram registrados alagamentos, quedas de muros e desabamentos.
Em Araucária, até as 11h50 de quinta-feira, foram registrados 60 milímetros de chuva, de acordo com dados do pluviômetro do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), localizado no bairro Cachoeira.
A Defesa Civil municipal monitora os níveis dos rios e as condições de áreas próximas a cursos d’água e encostas, enquanto os serviços municipais acompanhavam possíveis pontos afetados pelas chuvas.
Em Rio Negro, na divisa com Santa Catarina, também era monitorada a alta no Rio Negro. No início de setembro, uma enchente provocada pela elevação do rio já havia deixado 14 famílias desabrigadas, além de outras pessoas desalojadas
Fonte: bemparana.com.br — ler a matéria completa no site de origem.


