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Viúva acusa assassinato de açougueiro morto em acidente na Grande Curitiba

Motorista ingeriu álcool, trafegou na contramão e fugiu sem prestar socorro, aponta investigação.

Fonte: Banda B · 10 de setembro de 2026 06:12 · 5 min de leitura

O açougueiro Sérgio Celestino Alves morreu após ter o carro atingido de frente por um caminhão-caçamba que invadiu a contramão, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O caso ocorreu no dia 27 de agosto e, conforme as investigações da Polícia Civil, o caminhoneiro havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir e fugiu do local após a batida.

A família de Sérgio Celestino Alves, morto em um grave acidente de trânsito no bairro Cachoeira, em São José dos Pinhais, ainda busca respostas e justiça. O açougueiro voltava para casa após um dia de trabalho quando teve o carro atingido de frente pelo veículo, que, segundo a investigação, invadiu a contramão.

A colisão aconteceu por volta das 19h46 do dia 27 de agosto. Sérgio ficou preso às ferragens e morreu ainda no local. O caminhoneiro fugiu após a batida e só se apresentou à Polícia Civil dias depois, acompanhado de um advogado. Ele permaneceu em silêncio durante o depoimento.

Para Claudia Aparecida, viúva de Sérgio, porém, o caso está longe de ser tratado como uma simples fatalidade.

“Não foi uma fatalidade. Isso foi um assassinato.”

Segundo ela, o marido tinha passado cerca de 20 anos dentro de casa ao lado da família e era o responsável pelo sustento. Sérgio trabalhava como açougueiro em um mercado de São José dos Pinhais havia aproximadamente quatro anos.

“Eu perdi o meu companheiro, o meu marido, o meu amigo. Vinte anos dentro dessa casa, zelando, cuidando. Ele era provedor da casa”, relatou a mulher.

Caminhoneiro teria bebido antes de dirigir

A investigação conduzida pela Delegacia de São José dos Pinhais aponta que o caminhoneiro esteve em um bar pouco antes do acidente. Conforme o depoimento da proprietária do estabelecimento, ele consumiu uma lata de cerveja e duas doses de conhaque.

A Polícia Civil também conseguiu um comprovante da consumação feita no local. O delegado Fábio Machado afirmou que testemunhas disseram ter questionado o motorista sobre suas condições para dirigir. De acordo com o relato obtido pela investigação, ele teria respondido que estava bem para conduzir o caminhão.

Depois de deixar o bar, o motorista teria seguido pela via de maneira irregular. Uma testemunha relatou à polícia que o caminhão quase atingiu outro veículo durante o trajeto.

Ainda conforme o delegado, o caminhoneiro passou por uma lombada em alta velocidade, chegando a provocar faíscas na parte inferior do veículo.

“Ele acelera numa curva, sai da pista e colide frontalmente contra o carro da vítima. Logo em seguida, ele dá ré no veículo, foge e abandona esse caminhão numa chácara”, explicou Machado.

Câmeras registraram momento da batida

Imagens de câmeras de segurança mostram o caminhão caçamba seguindo pela contramão antes de atingir o carro de Sérgio. O veículo da vítima é atingido em cheio e arrastado por dezenas de metros. A força da colisão foi tamanha que a placa do caminhão ficou presa ao motor do automóvel.

Uma testemunha que passava pela região cerca de 900 metros antes do ponto da colisão contou que viu o caminhão em alta velocidade e pela contramão. Pouco depois, ela teria encontrado novamente o veículo, desta vez saindo de uma área de mata.

Motorista foi identificado pela placa deixada no carro

A placa que ficou presa ao veículo de Sérgio foi fundamental para que a Polícia Civil identificasse o caminhão envolvido no acidente. O proprietário do veículo também prestou depoimento. Ele afirmou que fazia diárias de entrega para a empresa e já havia trabalhado outras vezes como motorista.

Depois do acidente, o proprietário contou que foi até a casa do caminhoneiro e encontrou o veículo danificado, mas não conseguiu conversar com ele. Dias depois, o motorista compareceu à delegacia acompanhado de um advogado. Questionado sobre os fatos, decidiu permanecer em silêncio.

De acordo com o delegado Fábio Machado, o caminhoneiro não possuía antecedentes criminais.

Polícia concluiu investigação e indiciou caminhoneiro

Segundo o delegado responsável pelo caso, as provas reunidas durante o inquérito apontam que o motorista havia consumido álcool antes de assumir a direção, causou a colisão e fugiu sem prestar socorro. O inquérito policial foi concluído e relatado pela Polícia Civil. Agora, o caso aguarda a análise do Ministério Público do Paraná (MPPR), que deverá decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.

Fonte: Banda B — ler a matéria completa no site de origem.

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