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Laudo aponta que mulher morta em hospital de SP teve intestino perfurado

Exame de rotina causou laceração no cólon sigmoide que não pôde ser revertida pela equipe de plantão.

Fonte: UOL Notícias · 7 de setembro de 2026 06:23 · 4 min de leitura

Um laudo pericial de uma mulher de 41 anos que morreu após fazer colonoscopia no Hospital Municipal Doutor Alípio Corrêa Netto, em Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo, apontou que a paciente teve o intestino perfurado durante o procedimento médico.

O que aconteceu

Mariana Santos Cândido apresentou complicação abdominal depois de ter o intestino perfurado no procedimento. Segundo o Domingo Espetacular, da Record, a equipe de plantão tentou fechar a ferida na região do cólon sigmoide —parte final do intestino grosso, com o formato da letra S, que liga o cólon descendente ao reto. Porém, Mariana morreu.

Laudo também mostrou que a paciente teve infecção nos pulmões e rins. O inquérito que apura a morte de Mariana ainda está em andamento e a polícia aguarda a conclusão do laudo pericial e de diligências para esclarecer o caso e analisar se alguém será responsabilizado pela morte.

Prontuário médico de Mariana, obtido pelo programa, tem a versão de uma médica. No documento, consta que a profissional disse ter sido chamada pelo médico do setor e informada que a paciente apresentou taquicardia, distensão abdominal (aumento do tamanho da barriga) e dor intensa. “Ficaram evidenciados sinais de perfuração [do intestino]. Solicitei encaminhar a paciente ao setor de emergência”, afirmou.

Procurada pela emissora, a Secretaria Municipal de Saúde disse que há uma sindicância aberta para apurar o caso. Também informou que a direção da unidade de saúde permanece à disposição da família.

Maria Aparecida dos Santos, mãe de Mariana, disse ao Domingo Espetacular que a filha foi vítima de imprudência. “Pegamos o laudo do IML esses dias e foi constatado mesmo a imprudência que ocorreu. Minha filha não estava doente, minha filha não foi fazer nenhuma cirurgia. Simplesmente ela foi passar por um exame de rotina e, infelizmente, foi a primeira vez dela [fazendo esse exame].”

Exame foi realizado por uma clínica privada que presta serviços ao hospital há 25 anos. Os responsáveis não foram localizados pela emissora para prestarem esclarecimentos. O nome da clínica não foi divulgado pelo programa. Após o óbito de Mariana, a Secretaria Municipal de Saúde informou ao UOL que o exame foi feito pela empresa terceirizada Clínica de Endoscopia Salinas Ltda. À época, a reportagem procurou a empresa por email, mas não obteve retorno.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo declarou que abriu uma sindicância para apurar o caso. Detalhes da apuração não foram informados.

Relembre o caso

Mariana teve complicações durante um exame de rotina em 29 de junho. No relatório de internação, a médica que fez a cirurgia em Mariana relata que a paciente teve uma “laceração na parede da mucosa do cólon sigmoide”.

A mãe da mulher a acompanhava e foi informada por uma enfermeira sobre a complicação enquanto aguardava a saída da filha da sala de exame. Maria explicou que Mariana saiu da sala do exame em uma maca, desacordada, direto para a sala de cirurgia, e que a operação durou seis horas. “Quando ela saiu da cirurgia, ela já saiu intubada e com ventilação mecânica, em coma induzido. Minha irmã foi fazer a visita no dia seguinte e informaram o óbito dela.”

Mariana deixou três filhos, de 20, 15 e 9 anos. O caso foi registrado como morte suspeita no 62º DP (Ermelino Matarazzo).

A colonoscopia é um exame endoscópico realizado com um microtubo, com uma câmera na ponta, que é introduzido pelo ânus. Ele analisa o reto, o intestino grosso e a porção final do intestino delgado. Com as imagens, o médico consegue avaliar se há tumores, sangramentos ou outros problemas naquela região. O exame é considerado seguro e importante.

Fonte: UOL Notícias — ler a matéria completa no site de origem.

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