segunda-feira, 12 de outubro de 2026 Ao vivo Programação RSS

Nunes Marques vê indício de ilegalidade em fala de Flávio Bolsonaro sobre urnas

Ministro do TSE vê 'aparente ilicitude', mas não determina medidas contra o senador por ora.

Fonte: CNN Brasil · 2 de setembro de 2026 06:05 · 3 min de leitura

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato ao Planalto, de que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic “reproduz, de forma direta e categórica” um fato já desmentido pela Justiça Eleitoral.

Segundo o ministro, a fala aponta, em análise preliminar, para “aparente ilicitude da conduta”.

“O teor da declaração – no sentido de que as urnas eletrônicas brasileiras seriam provenientes da empresa Smartmatic – reproduz, de forma direta e categórica, precisamente o fato que esta Justiça Especializada já declarou reiteradamente inverídico”, escreveu.

Apesar da avaliação, Nunes Marques não determinou nenhuma medida contra o senador. A decisão, assinada na segunda-feira (31), esclarece que a petição que deu origem ao caso, movida pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), não pediu a remoção de conteúdo relativo à fala de Flávio.

Além disso, o relato sobre a fala do senador chegou ao processo por meio de reportagens de imprensa, que, segundo o ministro, contextualizaram a declaração e a confrontaram com as informações oficiais do TSE.

Flávio fez a declaração em julho, no evento “Debatendo o Brasil”, em Brasília, com representantes diplomáticos de mais de 40 países. Na ocasião, também pediu o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições de outubro. Procurada, sua campanha afirmou que a fala foi descontextualizada e disse que o candidato à Presidência tem “integral confiança” no sistema eleitoral.

Na mesma decisão, liminar e que ainda será submetida a referendo do plenário do TSE, Nunes julgou pedidos da federação contra outros três aliados de Flávio: Eduardo Bolsonaro, Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC), acusados de divulgar “fatos sabidamente inverídicos” sobre o sistema eleitoral em publicações na rede social X (antigo Twitter).

O ministro determinou que Eduardo remova, em 24 horas, duas publicações nas quais associou as urnas brasileiras a um relatório desclassificado da CIA sobre supostas fraudes eleitorais na Venezuela, ao afirmar que “a pressão sobre a urna eletrônica brasileira deve aumentar” e perguntar se as urnas nacionais seriam “realmente invioláveis”. Para Nunes Marques, a insinuação teve “caráter enganoso”.

Já os pedidos contra Zanatta e Gayer foram negados. Segundo a decisão, a publicação de Zanatta critica o PT (Partido dos Trabalhadores) ao citar vínculos entre o chavismo e a esquerda latino-americana, mas não menciona as urnas eletrônicas nem a Smartmatic.

O TSE já esclareceu, em nota atualizada em julho deste ano, que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem participa da programação dos equipamentos utilizados no Brasil.

Além da remoção, Nunes Marques determinou que Eduardo Bolsonaro fique proibido de repetir a associação entre Smartmatic e urnas brasileiras, sob pena de multa diária, e oficiou as principais plataformas digitais, entre elas Meta, X, Google (YouTube), TikTok e Rumble, para impedir a propagação desse conteúdo.

Fonte: CNN Brasil — ler a matéria completa no site de origem.

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *