Guarda Municipal de Curitiba terá patrulha com drones aéreos
Investimento de R$ 487,2 mil amplia monitoramento, mas falta clareza sobre uso de imagens e reconhecimento facial.
A Prefeitura de Curitiba colocou 32 drones da Guarda Municipal em operação por R$ 487,2 mil. A frota amplia o monitoramento de ruas, parques, transporte coletivo e eventos, mas o lançamento não esclareceu por quanto tempo as imagens serão guardadas nem quem poderá acessá-las.
O prefeito Eduardo Pimentel criou a Patrulha de Drones Aéreos pelo Decreto Municipal 932. Os equipamentos serão conectados à Muralha Digital e à Central de Operações da Guarda, com acompanhamento de ocorrências em tempo real.
Duas compras somam R$ 487,2 mil
A frota reúne 27 DJI Mini 4 Pro, dois DJI Avata 2 e três DJI Matrice 30T. Os modelos maiores oferecem câmera térmica, infravermelho, holofote e alto-falante; os Avata podem operar em ambientes fechados.
Documentos do Portal da Transparência registram R$ 316.543,92 em contratação com a NW Drones e R$ 170.670 em equipamentos fornecidos pela Gohobby. As duas compras totalizam R$ 487.213,92.
A Prefeitura usou atas de registro de preços originadas em procedimento do governo estadual. Os recursos vieram de emendas parlamentares, mas o anúncio não identificou todos os autores.
Vigilância exige regra pública
Oitenta guardas foram habilitados para pilotar os aparelhos. A administração informou que a tecnologia poderá seguir pessoas e veículos com recursos de inteligência artificial, acompanhar torcidas e monitorar eventos.
Também falta esclarecer se a conexão com a Muralha Digital permitirá reconhecimento facial automático. O debate sobre reconhecimento facial e proteção de dados em Curitiba já mostrou que biometria exige finalidade, segurança e prestação de contas.
A atuação urbana das guardas é constitucional, mas respeita limites e cooperação institucional, conforme a análise da decisão do STF sobre guardas municipais. Tecnologia nova não elimina essas obrigações.
A Prefeitura afirma que os drones darão eficiência e segurança aos agentes. O lançamento, porém, não apresentou indicadores que provem redução da criminalidade. Acompanhe a fiscalização da Prefeitura de Curitiba e dos gastos públicos.
Drones podem apoiar ocorrências; não substituem avaliação de resultados nem autorizam vigilância sem limites verificáveis.
Fonte: Blog do Esmael — ler a matéria completa no site de origem.


