Ponta Grossa e Oeste limitam partida governista de Sandro
Candidato do PSD tem 7% na Quaest e enfrenta resistências em sua cidade natal e no interior
Sandro Alex (PSD) começa a campanha com 7% na pesquisa Genial/Quaest e enfrenta resistências em Ponta Grossa, baixo desempenho relatado no Oeste e a necessidade de organizar apoios no Norte e Noroeste. A Superlive do Blog do Esmael, realizada na segunda-feira, 27 de julho, mostrou que a estrutura estadual de Ratinho Junior (PSD) ainda não se converteu em comando eleitoral uniforme nas principais regiões do Paraná.
A Quaest ouviu presencialmente 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número PR-04818/2026. Sergio Moro (PL) tem 39%, Requião Filho (PDT) aparece com 18% e Rafael Greca (MDB) marca 12%.
Em Ponta Grossa, João Barbiero afirmou que Sandro enfrenta oposição de grupos que participaram de disputas municipais recentes. O jornalista citou o rompimento com a prefeita Elizabeth Schmidt e o conflito com outras lideranças locais como limites para o domínio político do candidato em sua cidade de origem.
Nos Campos Gerais, a candidatura precisa provar que o vínculo histórico com Ponta Grossa produz votos. Barbiero advertiu que uma base dividida reduz a capacidade de Sandro apresentar a cidade como vitrine e ponto de partida para a expansão estadual.
No Oeste, Valdomiro Cantini disse ter conhecimento de pesquisas internas nas quais Sandro aparece abaixo de 5% na região de Cascavel. O dado foi relatado sem metodologia, registro ou contratante, por isso não pode ser tratado como pesquisa pública nem comparado diretamente ao resultado estadual da Quaest.
Cantini também listou prefeitos, ex-prefeitos e lideranças de Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu e Campo Mourão ligados ao campo governista. A presença desses atores mostra capilaridade política, mas o número de 7% indica que apoio de dirigente e voto de eleitor continuam sendo grandezas diferentes.
Angelo Rigon apontou Maringá como outro teste. A cidade é a origem de Moro e integra uma região onde lideranças tradicionais do grupo de Ratinho precisam conter a vantagem do senador. A campanha governista terá de demonstrar que vereadores, prefeitos e deputados conseguem ampliar o conhecimento de Sandro sem depender apenas do governador.
O mapa regional explica por que 81% de aprovação de Ratinho não bastam. O eleitor avalia o governo estadual, mas escolhe o sucessor a partir de identidades locais, alianças municipais e conflitos acumulados. Sandro dispõe da maior rede governista; a Superlive mostrou que essa rede ainda não funciona como uma campanha única.
Fonte: Blog do Esmael — ler a matéria completa no site de origem.


