Militar vira réu por feminicídio no Paraná após perícia descartar suicídio
Perícia descartou a versão de suicídio apresentada pelo acusado, preso desde o crime em Cascavel.
A Justiça do Paraná aceitou a denúncia contra um militar da reserva do Exército acusado de matar a mulher, a escrivã da Polícia Federal Vanessa Marty, de 44 anos, em Cascavel, no interior do estado. Preso desde o crime, ele se tornou réu por feminicídio depois que a perícia descartou a hipótese de suicídio. O caso aconteceu no dia 24 de junho.
Câmeras de segurança registraram o barulho do disparo e a reação do militar logo em seguida. Momentos depois, ele ligou para o Samu e afirmou que a mulher havia atirado na própria cabeça.
“Cheguei em casa, fui abrir a porta, a Vanessa pegou minha pistola debaixo do banco, deu um tiro aqui na cabeça, já chamei o Samu”, disse em uma das ligações. A vítima foi encontrada dentro de um carro no pátio da residência.
As imagens mostram ainda que, minutos depois, uma viatura da Polícia Militar passou duas vezes em frente à casa. Em vez de pedir socorro, o militar apenas observou. Na sequência, ele aparece acenando para o carro dos bombeiros, repetindo a versão de que a mulher teria se ferido sozinha.
A investigação apontou contradições no depoimento do militar, além de tentativa de ocultar provas. Antes da chegada da polícia, ele se lavou, alegando que estava sujo de sangue. A perícia realizada na arma e no corpo da vítima descartou a hipótese de suicídio.
O militar da reserva, de 58 anos, foi preso logo após o crime. Segundo o Ministério Público, há elementos suficientes que apontam para feminicídio. O suspeito nega as acusações, e a defesa criticou a rapidez na conclusão do inquérito. A família da vítima relatou que ele já tinha histórico de agressões contra a esposa.
Fonte: band.com.br — ler a matéria completa no site de origem.


