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PL tenta barrar pesquisa AtlasIntel no TSE

Ação protocolada aponta ausência de documentação e supostos vícios metodológicos; instituto diz que há erro técnico no sistema do TSE

Fonte: Estadão · 16 de julho de 2026 06:25 · 6 min de leitura

Campanha de Flávio tenta desqualificar nova pesquisa, mas vê dois sinais de alerta

Campanha bolsonarista tenta desqualificar pesquisa, mas expansão de Lula entre os eleitores independentes e fragilidade da intenção de voto em Flávio.

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O Partido Liberal (PL), partido do senador Flávio Bolsonaro, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que considere irregular a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em 1º de julho, sob alegações de “inconsistências” e ausência de documentação. A representação foi distribuída para a relatoria do ministro André Mendonça nesta quarta-feira, 15.

O partido aponta “vícios de auditabilidade e confiabilidade” no registro do levantamento junto ao TSE, de número BR-04582/2026. A peça protocolada pela sigla cita ausência de arquivos técnicos obrigatórios sobre a abrangência territorial e demográfica e supostos vícios metodológicos em questões sobre renda e escolaridade.

A AtlasIntel afirmou em nota que todos os arquivos exigidos pela legislação eleitoral foram devidamente submetidos ao sistema dentro do prazo previsto para o registro da pesquisa, incluindo os arquivos referentes aos bairros e municípios contemplados na amostra. “As evidências disponíveis indicam que se trata de um problema de natureza técnica relacionado ao próprio sistema do TSE”, afirma o comunicado.

Segundo o instituto, embora o arquivo tenha sido corretamente enviado e permaneça disponível na área restrita do sistema, ele deixou de aparecer na visualização pública do registro, um “comportamento incompatível com o funcionamento esperado da plataforma”.

A empresa afirmou ainda que está “plenamente à disposição da Justiça Eleitoral” para demonstrar que cumpriu as exigências legais e prestar esclarecimentos, e que coloca sua equipe técnica à disposição do TSE para colaborar com iniciativas voltadas ao aprimoramento do sistema.

“A AtlasIntel acredita que o fortalecimento dos mecanismos de registro e fiscalização das pesquisas eleitorais beneficia toda a sociedade, aumenta a segurança jurídica para os institutos e amplia a confiança dos cidadãos na integridade do processo eleitoral”, diz a nota.

Costura de bastidor mudou rumo da votação de pedido de Flávio Bolsonaro no TSE

Integrantes da corte eleitoral concordaram em ouvir especialistas para elaborar uma decisão que sirva de parâmetro para pesquisas eleitorais neste ano. Crédito: Edição: Jefferson Perleberg

O CEO da empresa, Andrei Roman, também se manifestou sobre o episódio no X. Ele afirmou que “a impugnação de uma segunda pesquisa Atlas apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro está fundamentada em um erro do sistema do TSE” e que o instituto “não mudará sua técnica nem alterará seus estudos por conta de qualquer tipo de pressão política, econômica ou judicial”.

No fim de maio, o PL acionou o TSE para suspender a divulgação de pesquisa presidencial Atlas/Bloomberg que mostrou queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e alta de sua rejeição após a revelação de que ele cobrou dinheiro do dono do Master, Daniel Vorcaro.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contrário à decisão liminar do ministro Nunes Marques que suspendeu a divulgação do levantamento e um pedido de vista da ministra Estela Aranha adiou o julgamento para que o colegiado analise a decisão do ministro.

Segundo o PL, a ausência de arquivos de complementação territorial e demográfica impede a auditoria sobre onde e com quem os dados foram coletados. A representação eleitoral também aponta supostos vícios metodológicos no questionário, como a sobreposição ambígua de faixas de renda e categorias de escolaridade, e alega que há indícios de coleta de dados fora do período legal.

A legenda pede na ação que a AtlasIntel apresente todos os documentos de controle e o arquivo territorial-demográfico; que um ofício seja expedido ao setor técnico do TSE para certificar a omissão de dados no sistema PesqEle; a garantia de acesso ao sistema interno de fiscalização e conferência da coleta de dados; a realização de auditoria técnica ou perícia sobre o algoritmo e o sistema de coleta e o reconhecimento de procedência total do pedido de impugnação, com equiparação a levantamento não registrado e aplicação de multa.

Segundo nota divulgada pela pré-campanha de Flávio sobre o segundo questionamento no TSE, o PL “defende que pesquisas eleitorais somente sejam divulgadas após a disponibilização integral da documentação exigida pela legislação, permitindo que partidos, candidatos, Ministério Público e a própria Justiça Eleitoral tenham condições de verificar se a metodologia registrada foi efetivamente cumprida.”

O levantamento contestado mostra, em um cenário de primeiro turno para a eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 36,6%. No segundo turno, Lula tem 48,8% e Flávio 42,3%.

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Fonte: Estadãoler a matéria completa no site de origem.

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