Curitiba registra um atendimento a morador de rua a cada dez minutos; veja bairros mais afetados
Central 156 recebeu 8.800 chamadas de solicitação de abordagem social desde o início da Operação Inverno.
A cada dez minutos que se passam, a Central 156 da Prefeitura de Curitiba recebe uma chamada solicitando que alguma pessoa em situação de rua seja abordada pela Fundação de Ação Social (FAS). Pelo menos tem sido assim desde meados de maio, quando o frio chegou à capital paranaense e teve início a Operação de Inverno, que segue até 21 de setembro. A iniciativa busca reforçar a proteção às pessoas em situação de rua nos meses mais frios do ano, com intensificação do serviço de abordagem social e aumento das equipes de atendimento e da oferta de acolhimento.
De acordo com o levantamento, feito com exclusividade pelo Bem Paraná através de informações do Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC), desde o dia 18 de maio (quando foi lançada a Operação de Inverno) até a última quarta-feira (8 de julho, data mais recente com dados disponíveis) a Central 156 registrou um total de 8.800 solicitações de abordagem social a pessoas em situação de rua. Isso equivale a uma média de 142 ocorrências diárias, ou ainda uma solicitação chegando a cada dez minutos.
Já se considerarmos todo o período desde o início do ano, revelam ainda os dados do SIAC, um total de 28.536 pedidos de abordagem desse tipo já foram anotados. A grande maioria das situações diz respeito a adultos em situação de rua (26.364 casos, ou 92,4% do total). No entanto, há também casos que envolvem idosos (1.381, ou 4,9%) e crianças ou adolescentes (383, ou 1,3%), além de demandas relacionadas a adultos desaparecidos (408, ou 1,4%).
Embora as solicitações cheguem ao longo do ano inteiro para a Prefeitura de Curitiba, é no inverno que costuma se registrar as situações mais críticas. Isso porque nas noites em que Curitiba tem temperaturas iguais ou inferiores a 8°C há um aumento no risco de hipotermia para quem permanece exposto ao frio. Por isso, a FAS tem reforçado com frequência os serviços de abordagem social e acolhimento de pessoas em situação de rua. Prova disso é que já houve até aqui 15 ações intensificadas neste ano, dentro da Operação Inverno.
Inclusive, a Prefeitura de Curitiba destaca que a participação da população é fundamental durante os períodos de frio intenso. Sempre que identificar uma pessoa em situação de rua exposta às baixas temperaturas, o cidadão pode solicitar atendimento pela Central 156, por telefone, site ou aplicativo. As informações são encaminhadas às equipes da FAS, que fazem a abordagem social e oferecem os serviços disponíveis.
Dez bairros concentram mais da metade das ocorrências na Capital
Os dados da Central 156 permitem, ainda, se identificar de onde vem as solicitações de abordagem social a pessoas em situação de rua. Ou seja, de qual bairro estava falando quem acionou o município por telefone, chat, aplicativos ou através do site (Portal 156). E aí descobre-se um dado curioso: é que as dez localidades com mais ocorrências concentram mais da metade dos registros em todo o município (que conta com 75 bairros).
Como seria de se esperar, o Centro é, de maneira disparada, o bairro com mais solicitações: 2.074 desde o dia 18 de maio, o equivalente a 23,6% do total de registros no período. Na sequência aparecem ainda Jardim Botânico (630 registros), Água Verde (384), Boqueirão (380), Cajuru (353), Rebouças (347), Cidade Industrial (269), Portão (253), Bacacheri (225) e Novo Mundo (221).
Ou seja, os 10 bairros com mais ocorrências concentraram 5.136 registros entre os dias 18 de maio e 8 de julho. Isso equivale a 58,4% de todas as 8.800 solicitações de abordagem social a pessoas em situação de rua no período analisado.
Além disso, entre os 75 bairros curitibanos, só cinco não tiveram qualquer registro no período em análise. Foram eles: Caximba, Lamenha Pequena, Riviera, São João e Taboão.
Fonte: Bem Paraná — ler a matéria completa no site de origem.


