sexta-feira, 21 de agosto de 2026 Ao vivo Programação RSS

Defesa de Bolsonaro pede que STF afaste "falta grave" por arma apreendida

Advogados alegam que arma foi retirada da residência por iniciativa exclusiva de segurança, sem ordem do ex-presidente.

Fonte: CNN Brasil · 3 de julho de 2026 06:43 · 3 min de leitura

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que afaste definitivamente a hipótese de falta grave contra o ex-presidente no caso da arma apreendida com um militar de sua segurança.

O pedido foi feito em manifestação enviada nesta quinta-feira (2), após a Polícia Civil do Distrito Federal concluir que Bolsonaro não cometeu crime no episódio. A corporação apontou que a pistola, uma Glock 9 mm, tinha registro válido em nome do ex-presidente.

No mesmo relatório, a polícia sugeriu o indiciamento do sargento Estácio Leite Filho por porte ilegal de arma de fogo. Ele integra a segurança de Bolsonaro e foi parado em uma blitz em Brasília, na noite de 15 de junho, com a pistola dentro do carro.

Em relação ao dirigente de direita, o delegado do caso concluiu não haver indício de conduta dolosa: a arma estava regularmente registrada em seu nome, e não havia restrição conhecida que impedisse sua permanência na casa de Bolsonaro.

Na petição ao STF, os advogados afirmam que o relatório policial reforça a tese de que a retirada da pistola da casa de Bolsonaro ocorreu por “iniciativa exclusiva” do sargento, sem determinação ou autorização do ex-presidente.

“As investigações igualmente evidenciaram que a retirada do armamento da residência decorreu de iniciativa exclusiva do servidor Estácio Leite da Silva Filho, inexistindo elemento que permita concluir tenha o Peticionário determinado ou autorizado seu transporte para fora do imóvel”, diz.

A defesa também cita manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), que defendeu a continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o inquérito não imputa ao ex-presidente falta disciplinar capaz de impactar negativamente o regime atual.

Gonet ponderou, no entanto, que a condição atual de Bolsonaro é incompatível com a posse de arma de fogo e defendeu que a pistola permaneça apreendida.

Na nova manifestação, os advogados afirmam que Bolsonaro não tem interesse em reaver o armamento. A defesa pede que Moraes afaste qualquer possibilidade de falta grave e mantenha o prosseguimento da execução penal nos moldes atuais.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF por razões de saúde.

Fonte: CNN Brasiller a matéria completa no site de origem.

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *