Urbanização acelerada cria ‘nova Curitiba’ em três anos
O avanço da urbanização fez com que o Paraná ganhasse uma “nova Curitiba” em apenas três anos. É o que revela a quarta edição da série Áreas Urbanizadas do Brasil,…
O avanço da urbanização fez com que o Paraná ganhasse uma “nova Curitiba” em apenas três anos. É o que revela a quarta edição da série Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgada nesta terça-feira (18 de agosto) pelo IBGE. Conforme a publicação, entre 2019 e 2022 o território paranaense, que já é um dos mais urbanizados do país, também foi um dos que mais se urbanizou. E com isso, a urbanização no estado avançou por uma área equivalente ao território urbanizado da Capital.
De acordo com o IBGE, o mapeamento, elaborado a partir da interpretação visual de imagens de satélite, apresenta a representação espacial do fenômeno urbano, fundamentada nas relações do espaço vivido que caracterizam as interações de vizinhança e o modo de vida urbano. Isso se evidencia, por exemplo, pela presença de edificações, pela circulação de pessoas, pela rede viária e pela distribuição e proximidade entre residências.
Em 2022, ano de referência do estudo, o Brasil apresentava 50.981,91 km² de área urbanizada. Isso é equivalente a 0,6% dos 8.510.417,77 km² de área oficial do país.
O Paraná, no entanto, estava entre as unidades da federação com as maiores extensões de áreas urbanizadas entre todas as unidades da federação: 3.549,2 km², o equivalente a 1,88% dos seus 199.298,98 km² de área oficial. Em todo o país, apenas São Paulo (8 931,26 km²), Minas Gerais (4 917,60 km²) e Rio Grande do Sul (3 951,96 km²) ficam na frente. Além disso, esses quatro estados, juntos com a Bahia (que possui 3.148,01 km²), concentraram 50,35% do total de área urbanizada no Brasil.
No caso paranaense, o território considerado urbano é formado, principalmente, por áreas urbanizadas densas: 2.995,1 km². Além disso, há 748,64 km² de áreas pouco densas e, também, 83,02 km² de loteamentos vazios. Esse último é importante porque o crescimento da urbanização no território frequentemente se inicia com o surgimento desses loteamentos, cuja distribuição, muitas vezes complexa, pode indicar áreas para expansão do tecido urbano.
Uma “nova Curitiba” em três anos
Além de ser um dos estados mais urbanizados do Brasil, porém, o Paraná é também um dos estados que mais se urbaniza. Entre 2019 e 2022, o território paranaense ganhou mais 340,78 km² de área urbanizada, valr inferior apenas aos registrados por São Paulo (640,79 km²), Rio Grande do Sul (493,71 km²), Bahia (394,85 km²) e Minas Gerais (378,68 km²).
Para se ter uma dimensão do que esse acréscimo ao território paranaense representa, ele é equivalente ou até superior à área total de municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), como Balsa Nova (348,93 km²). Campo Magro (275,35 km²). Colombo (197,58 km²). Fazenda Rio Grande (116,68 km²). Mandirituba (379,18 km²). Pinhais (60,87 km²) e Quatro Barras (180,47 km²).
Além disso, o “ganho de urbanização” no estado foi parecido com o total de área urbanizada em Curitiba: 340,78 km² de área urbanizada ganha versus 338,5 km² de área urbanizada na Capital. Ou seja, o Paraná ganhou uma “nova Curitiba” em termos de urbanização em apenas três anos.
Ocupação urbana segue um mesmo padrão desde a colonização brasileira
Um destaque identificado no mapeamento de Áreas Urbanizadas é a concentração do fenômeno urbano nos Municípios Costeiros. Com isso, mantém-se o padrão de ocupação e povoamento que se perpetua desde a colonização brasileira no início do Século XVI. Isso porque as áreas urbanizadas no país, que antes ocupavam predominantemente a costa da Grande Região do Nordeste, se estendendo do oeste do Estado do Ceará até Salvador (Bahia), agora também se estendem nas áreas mais próximas ao litoral das Regiões Sul e Sudeste do País, assim como ao longo de eixos que avançam em direção ao oeste paulista, no interior fluminense e aos arredores de Belo Horizonte (Minas Gerais).
No caso paranaense, isso se reflete num padrão de ocupação urbana que é mais expressivo em municípios do Litoral do Paraná e da Grande Curitiba.
O município paranaense mais urbanizado, por exemplo, é Curitiba. A Capital tem uma área total de 434,89 km² e uma área urbanizada de 338,5 km², o equivalente a 77,81% do território municipal. Em seguida vem Pinhais (com 60,87 km² de território e 28,87 km² de área urbanizada, com 47,43% de urbanização), Colombo (197,58 km² de território e 61,09 km², ou 30,92%, de área urbanizada) e Fazenda Rio Grande (com 116,68 km² de território e 32,85 km², ou 27,64% de área urbanizada).
Só depois é que aparecem alguns municípios do interior, como Maringá (23,77% de área urbanizada) e Sarandi (23,38%), ambos no norte do Paraná. Mas a lista dos municípios com maiores proporções de território urbanizados ainda conta com Matinhos (17,2%), Almirante Tamandaré (15,64%), Pontal do Paraná (11,37%), São José dos Pinhais (10,31%) e Araucária (10,16%). Já do interior, só Foz do Iguaçu (14,78%), aparece entre os 13 maiores destaques paranaenses em urbanização, em termos proporcionais.
Entre os 29 municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no entanto, dois destoam do restante do conjunto. São Adrianópolis e Doutor Ulysses, também duas das cidades mais distantes da capital Curitiba.
Isso porque as duas cidades apresentam dois dos menores índices de urbanização de seus territórios no Paraná. São 0,14% e 0,16%, com 1,07 km² em Doutor Ulysses e 2,19 km² em Adrianópolis, respectivamente.
Em todo o estado, apenas o município de Coronel Domingos Soares, no Sudoeste, apresenta um índice de urbanização mais baixo: 0,12%. A cidade conta com 1,98 km² de área urbanizada para um território de 1.556,19 km².
Outro destaque é ainda Guaraqueçaba, que tem 2.011,36 km² de território e apenas 3,77 km² de área urbanizada (0,19%). Junto com Doutor Ulysses, são as duas únicas cidades do Paraná sem ligação asfáltica. O município metropolitano, no entanto, está recebendo asfalto na rodovia PR-092, com obras em andamento. Já a estrada de Guaraqueçaba (PR-405) continua de terra e depende de complexos licenciamentos ambientais.
Fonte: Bem Paraná — ler a matéria completa no site de origem.


