IAT libera construção da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena
Licença de Instalação emitida pelo IAT permite início das obras da nova pista de 3 mil metros, com 41 exigências ambientais.
As obras da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, já podem ser iniciadas. O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia do Governo do Paraná, emitiu a Licença de Instalação do empreendimento na última sexta-feira (31). O documento, válido até 2032, autoriza a Motiva Aeroportos, que administra o terminal desde 2021, a implantar a nova pista de pousos e decolagens.
A obra faz parte do projeto de ampliação da capacidade do principal aeroporto do Paraná. Ela prevê a construção de uma pista com 3 mil metros de extensão e 45 metros de largura.
O projeto também contempla acostamentos pavimentados, áreas de segurança nas duas cabeceiras, plataformas para contenção do jato de motores das aeronaves e seis novas taxiways. Estas novas ligações permitirão a integração da estrutura com o restante do complexo aeroportuário.
Licença ambiental permite avanço da terceira pista do Afonso Pena
Para o tesoureiro do Movimento Pró-Paraná, o engenheiro florestal Pedro Luis Fuentes Dias, a autorização ambiental representa uma etapa decisiva para que o projeto finalmente saia do papel. “O IAT, após análise técnica criteriosa e avaliação dos impactos sociais, econômicos, sobre a flora e fauna local, emitiu a licença ambiental para início das obras da importante terceira pista do aeroporto Afonso Pena”, disse.
Na avaliação dele, a nova pista permitirá que o terminal alcance um novo patamar operacional. A ampliação também deverá influenciar a oferta de ligações internacionais. “Essa obra é fundamental para que nosso aeroporto suba de patamar e alcance voos internacionais sem escalas, levando e trazendo os paranaenses diretamente da Europa, América do Norte, África e os diversos destinos da América Latina”, afirmou o engenheiro florestal.
Concessionária terá de cumprir 41 exigências ambientais
A Licença de Instalação estabelece 41 condicionantes que deverão ser cumpridas durante toda a execução das obras. Entre as medidas exigidas estão o monitoramento da fauna silvestre, incluindo populações de bugios existentes na região, programas de recuperação de áreas degradadas, gerenciamento de resíduos, controle de ruídos e drenagem. Também estão previstas outras ações para a mitigação dos impactos ambientais.
Segundo o Movimento Pró-Paraná, o cumprimento dessas exigências será acompanhado ao longo da execução do empreendimento, especialmente nas intervenções previstas no entorno do aeroporto.
Com a emissão da licença, a expectativa da entidade passa a ser o cumprimento do cronograma da concessionária e a conclusão da obra nos próximos anos. “Nosso dever agora é acompanhar constantemente os avanços e etapas de obra, e cobrar da concessionária o prometido cronograma já apresentado no comitê de infraestrutura do Movimento Pró-Paraná”, afirmou Pedro Dias.
Importância da terceira pista para Aeroporto Afonso Pena e o Paraná
A construção da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena é estratégica para ampliar a capacidade operacional do principal terminal aéreo do Paraná. Com a nova estrutura, o terminal poderá receber um maior número de pousos e decolagens. A obra reduz restrições operacionais e aumenta as condições para operações de aeronaves de grande porte, abrindo caminho para a implantação de voos internacionais de longa distância, por exemplo, para a Europa.
Do ponto de vista econômico, a obra deve fortalecer a competitividade do Estado. Facilita o transporte de passageiros e de cargas de alto valor agregado, beneficiando setores como indústria, agronegócio, tecnologia e comércio exterior. A ampliação também tende a tornar a Região Metropolitana de Curitiba mais atrativa para novos investimentos, além de impulsionar atividades ligadas ao turismo, à hotelaria, aos serviços e à logística.
Contudo, a nova pista, por si só, não garante a criação de voos internacionais diretos. A operação dessas rotas dependerá da demanda de passageiros e cargas, do interesse das companhias aéreas e das condições de mercado. Mesmo assim, a obra é um passo importante para consolidar o Afonso Pena como um dos principais aeroportos do Sul do Brasil e reforçar o papel do Paraná como polo logístico e econômico.


